segunda-feira, novembro 21, 2016

O que foi feita com a vaga para procedimento de cateterismo pelo SUS, marcada para hoje, desprezada por Garotinho?


Depois de passar mal, com o comunicado de sua prisão, e ser encaminhado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, o ex-governador Anthony Garotinho foi inscrito no SISREG (Sistema Nacional de Regulação) para ser submetido a um cateterismo. O pedido foi rapidamente aceito. O procedimento, que costuma ser marcado para até 3 meses após a solicitação, para Garotinho foi agendado para 4 dias depois. Hoje, era para o político estar passando pela cirurgia, mas com a liminar conseguida com uma juíza do TSE, Luciana Lóssio, ele foi transferido para um hospital particular, o Quinta D'Or, onde, na madrugada de sábado (19) passou pela cirurgia cardíaca, de baixa complexidade, para a colocação de um stent (prótese colocada na artéria para evitar nova obstrução).
Exames feitos no Quinta D'Or confirmaram o que o Souza Aguiar já havia diagnosticado: obstrução em ramo coronária direita. Com a cirurgia, que nem precisa "abrir" a pessoa, feita por um catéter, a artéria foi desobstruída.
A saúde dele é estável e o réu deve cumprir prisão domiciliar, sgundo determinou Lóssio. Mas fica uma dúvida no ar: e a vaga que Garotinho, supreendentemente conseguiu num tempo record, para a cirgurgia de colocação dos stent pelo SUS, que ele preferiu não utilizar? Será que a família seguiu a orientação de ligar com até 24h para avisar da desistência e, assim, passar a vez para outro? Ou deixou alguém na fila "a ver navios". Aliás, "navios" esses que só devem tornar a passar daqui uns meses para usuários comuns da rede pública.
A vaga que Garotinho desperzou provavelmente está sendo aguardada ansiosamente por alguma vida. Queria realmente saber o que foi feita com ela.
Enquanto isso, o privilegiado cidadão, aguardará em casa; e não no Complexo Penitenciário Gericinó, em Bangu, como havia determinado o juiz Glaucenir de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, de Campos; as cenas dos próximos capítulos de sua saga judicial. O ex-governador do PR é acusado de usar o programa social Cheque Cidadão para comprar votos para aliados em Campos, seu berço político.

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