terça-feira, outubro 18, 2016

Uma decepção chamada Wagner Moura


Update: acabei de ter acesso à informação que a notícia pode ser boato. Então, sugiro que nem leiam o texto abaixo, vá direto para o outro, atualizado: Aqui

Wagner Moura é um daqueles casos de decepção artística que só quem é fã sabe. O ator, por quem sempre tive admiração, por ter feito trabalhos maravilhosos na TV e no cinema, há algum tempo vem "pisando na bola" comigo e com um monte de gente. Primeiro foi contra o impeachment, quando a maior parte do Brasil gritava "Fora Dilma". Foi ali que descobri a tendência política do ator. Ferrenho defensor do PT, chegou a gravar vídeos apoiando a candidatura da "presidenta" e, depois, defendendo o indefensável Lula. Agora, apoia quem, no Rio? Freixo!
Isto tudo já seria suficiente para deixar de ser fã do cara. Mas aí o bom senso me cobra: "é preciso separar a ideologia política do lado artístico do cara". Ok! Conselho ouvido. Mas aí, Moura apronta mais uma, justamente misturando partidarismo e profissionalismo. Rejeita fazer o papel do juiz Sérgio Moro num filme que está sendo produzido sobre a Lava Jato.
E não bastou rejeitar: Wagner Moura "bostejou" o seguinte, para argumentar a rejeição ao papel: "não interpreto mal caráter!" Oi? Disse o cara que fez Pablo Escobar, narcotraficante que conquistou fama mundial como "o senhor da droga colombiano", tornando-se um dos homens mais ricos do mundo graças ao tráfico de cocaína nos Estados Unidos e outros países. 
Bem, agora não tem mais jeito. A "carteirinha de fã de Wagner Moura" vai para o lixo. Agora entendo que o problema de Wagner não é apenas político ou ideológico, mas de inversão de valores mesmo. 
Sinto muito, Wagner, mas não dá pra admirar quem admira mau-caráter.






Freixo: um candidato cheio de contradições

Freixo é aquele tipo de candidato que quem não conhece "compra" como sendo o cara mais humano e "da paz" do mundo.
Fala em "respeito às religiões", mas faz parte de um partido antissemita, cujo candidato que apoia queimou bandeira de Israel num claro gesto de ódio aos judeus.
Fala em "tratar todos com igualdade", mas nunca o ouvi falar sobre o respeito às ideologias políticas diferentes da dele.
Fala em democracia, mas defende o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua ideologia política bolivariana (a mesma seguida pela esquerda no Brasil), que prende e mata opositores e cidadãos que se oponham ao seu governo.
Fala em um Rio "sem armas", onde pretende tratar da violência com muita "iluminação pública", mas não é bem este o comportamento de seus "meninos", os violentos black blocs, conhecidos por vandalizarem patrimônios públicos e privados em manifestações, inclusive aqui no Rio, onde levaram à morte o cinegrafista da Band, Santiago Andrade. Freixo não só defendeu a barbárie do grupo durante os "protestos", como defendeu os responsáveis pelo falecimento do rapaz.
Diz que não se alia a corruptos, mas foi contra o impeachment de Dilma e continua defendendo o PT, ao não reconhecer os crimes de corrupção pelos quais o Partido de Lula e Dilma respondem, tratando o novo governo brasileiro de "golpista". Aliás, governo este com o qual não pretende ter diálogo durante sua gestão, caso seja eleito. É com o apoio deste partido, que virou sinônimo de corrupção no Brasil, que Freixo concorre à prefeitira do Rio.
Ele também diz que não quer saber do apoio do PMDB e até criticou Crivella por aceitar a ajuda de vereadores da legenda, aqui no Rio, mas, nos bastidores, Eduado Paes, que é do PMDB, declara apoio à Freixo.
Gostaria de poder entender tantas contradições concentradas em um único candidato.


O candidato de Freixo, do PSOL, odeia judeus





segunda-feira, outubro 17, 2016

A real motivação de Freixo na CPI das Milícias

Por qual razão você acha que Marcelo Freixo presidiu com tanto empenho a CPI das Milícias, no Rio de Janeiro, levando vários policiais e vereadores para a prisão, numa caçada implacável aos bandidos de farda?

A. (  ) O deputado não poderia perder a oportunidade de presidir uma denúncia envolvendo policiais, principal "agente opressor" da sociedade, de acordo com discurso esquerdista.
B. (  ) O deputado só defende a socialização de bandido que é "vítima da sociedade", como menor infrator, traficante, assaltante, estuprador... Milicianos, não.
C. (  ) O deputado perdeu o irmão, o assessor parlamentar Renato Freixo, em 2006, vítima de milicianos que atuavam no condomínio onde morava, no Fonseca, em Niterói. Vingar a morte do irmão se tornou seu principal objetivo, desde então.
D. (  ) Todas as alternativas acima

Se você respondeu  a letra "D", acaba de passar no teste "Conhecendo Freixo a Fundo".
Muitos que veem o candidato a prefeito se gabar de sua atuação naquela CPI nem imagina o que realmente o motivou. Nem a atuação do tráfico no Estado, com facções mais antigas que a própria existência das milícias, incomodou tanto o psolista. Aliás, para quem assistiu ao filme Tropa de Elite, baseado no livro de mesmo nome, escrito pelo ex-oficial do Bope, Rodrigo Pimentel, viu que a chegada dos milicianos, os chamados "bandidos de farda", se deu numa época em que a corrupção era dominante tanto na Polícia Militar quando no Corpo de Bombeiros. Esta nova modalidade de "dominar a área" e faturar em cima de moradores e dos próprios  traficantes, cresceu como um "vírus" entre os militares que viam nesta prática criminosa uma forma de complementar (e muito!) os baixos salários que recebiam do Estado.
A chegada das milícias não foi bom pra ninguém, mas um dos que sentiram no próprio bolso o peso da extorsão dos "bandidos fardados", foram os traficantes. Tudo o que recebiam, além da venda das drogas, cobrando pela "segurança" local, instalação de "gatos" (captação de energia elétrica e sinal de TV a cabo clandestinas), entre outros serviços, passaram a ser disputados pelos milicianos. Viram que podiam levar uma boa "fatia do bolo" em alguns casos e até o "bolo todo", em outros. Esta interferência acabou refletindo nos "negócios" das facções fluminenses e gerando um novo confronto, além das já existentes entre as organizações criminosas do Estado. No final das contas, os mais afetados são os moradores das comunidades dominadas por essas ORCRIMs.
Seja com a intenção ou não, o fato é que a caçada (pessoal e política) de Freixo às milícias, em 2008, que culminou no desbaratamento de vários núcleos de ação, em diversos pontos do RJ (inclusive em Niterói), beneficiou bastante a "concorrência". Há boatos, inclusive, que o Comando Vermelho (CV), uma das mais poderosas facções criminosas do Rio, teria uma verdadeira "dívida de gratidão" com o "padrinho". Aliás, esta estória da suposta empatia do deputado com os bandidos, vem desde antes da morte do irmão dele e de sua "cruzada" contra as milícias. Foi em 2004 que Freixo se ofereceu para mediar a rebelião de Bangu 1, iniciada pela turma de Fernandinho Beira Mar, líder do CV, onde o objetivo era exterminar a facção rival, o Terceiro Comando, liderado por Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê.
Verdade ou mentira? Não sabemos. Mas a web está cheia de "insinuações" que nos deixam com a "pulga atrás da orelha".

Aí começa a tal luta de Freixo contra as milícias. A morte do irmão teria sido a real motivação.



Basta uma busca no Google para entender essa obsessão do deputado com estes criminosos. Inimigo comum, aliás, dos traficantes do RJ, "concorrentes" diretos das milícias.

domingo, outubro 16, 2016

Discurso "paz e amor" de Freixo não combina com a realidade

Temos acompanhado, nos últimos dias, um ataque fortíssimo, na campanha do candidato do PSOL, contra o candidato do PRB. Apesar de terem combinado, verbalmente, que o segundo turno seria sem "baixarias", deixando de lado os ataques e focando nas propostas, o fato é que Marcelo Freixo não esperava que o adversário alcançasse pontuação tão alta nas pesquisas (67% x  33% no Ibope). Contava que a rejeição à igreja que Crivella frequenta, a Universal, falasse mais alto. Parece que no discurso de "respeito às religiões" propagado por Freixo não inclui a igreja do adversário e nem a religião judaica, alvo dos psolistas semana passada, com direito à bandeira de Israel queimada e discurso antissemita. O candidato "paz e amor" que a equipe de marketing do PSOL tenta nos vender, daqui a pouco terá que ser denunciado ao "Procon", por "propaganda enganosa". Embalagem e conteúdo não batem.
Na primeira semana, o foco foi a suposta participação de Garotinho, do PRB, num futuro governo Crivella. O candidato do PRB, inicialmente, ignorou, mas, diante da insistência na informação, que era veiculada em praticamente todos os horários de propaganda do PSOL, Crivella resolveu apenas se defender, esclarecendo o boato e se comprometendo, em documento assinado por ele, que nem Garotinho e nem a Igreja Universal teriam participação em sua gestão.
Entrevista AQUI

O resultado no "bombardeio" saiu pela culatra: a margem de diferença entre Freixo e Crivela aumentou, dando vantagem ao senador. A equipe de Freixo não desistiu. Partiu para o uso da segunda munição: "Crivella aceita apoio de vereadores do PMDB do Rio". Associou a imagem do adversário às de figuras políticas de "personas non gratas" pelos cariocas, como Pezão, Cabral e Cunha, apesar de nenhum dos 3 configurarem o quadro de vereadores do PMDB eleitos este ano.
Freixo conta, também, com o apoio declarado da imprensa do Rio de Janeiro. O Dia, Extra, O Globo e JB. Todas as matérias exibidas na "campanha-ataque", veiculadas na TV, têm como fonte os jornais da família Marinho, a mesma que já confrontou diretamente com a igreja do bispo Edir Macedo, há alguns anos. A última, traz uma matéria sobre um livro escrito por Crivellla na década de 90, durante sua passagem pela África, onde o candidato, na época "bispo" da Universal, menciona as religiões afro como "demoniíacas". Crivella diz que o livro foi escrito numa outra época, quando ele não tinha intenções de ingressar na política e nem tinha comprometimento com o chamado Estado Laico.
"Independente da minha crença, respeito todas as religiões e não é baseado em religião que vou governar o Rio.", declara o senador.
O jornal deu munição à Freixo, mais uma vez, e não dá espaço para que o outro candidato se defenda. Se isto não é "apoio declarado", não sei mais o que é. Mas o objetivo principal parece não estar sendo alcançado

COMBINARAM UMA COISA...

MAS FREIXO NÃO CUMPRE SUA PARTE... 

Leitor dá o tom do fracasso da tática agressiva adotada por Freixo

sábado, maio 28, 2016

Ah, como eu lamento...


Para não ser injusta com a jovem Ana Beatriz, que morreu aos 16 anos assassinada, aqui no Rio, por bandidos iguais aqueles com os quais a menina que foi abusada sexualmente mantinha amizade desde os 13 anos, deixo aqui minha mensagem de lamento.

Lamento por ver nossos jovens escorrendo pelos dedos. Sejam aqueles que fazem a escolha certa, como aqueles que procuram o caminho errado.
Lamento porque Ana Beatriz com um futuro tão brilhante pela frente, tenha ido de forma tão brutal.
Lamento porque a outra, que nem sei o nome, não tenha tido nem um passado brilhante, quiçá um futuro.
Lamento porque Ana Beatriz não pôde colher os bons frutos das boas sementes que cultivou.
Lamento porque a jovem que escolheu o tráfico como referência de vida ainda tenha tantos espinhos para colher.
Lamento porque Ana Beatriz não chegou a gerar filhos para servir de exemplo e contar-lhes suas histórias.
Lamento que o filho de 3 anos da jovem traficante, já tenha tantas histórias ruins guardadas dentro dele sobre aquela que o gerou.
Lamento que Ana Beatriz, com tanta vida, tenha encontrado a morte tão cedo.
Lamento que a outra, tão cedo, tenha encontrado a morte em vida.
Lamento pelas duas, sim, porque são vidas, porque sou mãe, porque sou mulher, porque sou humana, porque já tive 16 anos, porque já tive que fazer escolhas nesta idade e porque eu gostaria que as escolhas da garota "dos 30" que comoveu o mundo tivessem sido as mesmas de Ana Beatriz, assim como queria que Ana Beatriz tivesse sobrevivido àquela violência, como a outra, e que, hoje, estivesse aqui lamentando conosco o que ocorreu com a jovem que teria a mesma idade que ela.
Lamento porque a violência cometida contra Ana Beatriz já seja tão banal que nem provoque uma comoção mundial.
Só não lamento mais porque acredito que a vida segue o fluxo, que tudo acontece como tem que acontecer, por mais que não entendamos, por mais que não aceitemos.
Ana Beatriz, certamente deixou um vazio entre familiares e amigos, mas onde estiver, está bem. Aqui fica o meu triste ADEUS.
Quanto à outra menina, espero que aproveite a chance que a vida está lhe dando, mude o rumo e preencha o seu vazio com escolhas melhores. Pra você há tempo, HÁ DEUS!

sexta-feira, maio 27, 2016

Estupro é estupro! Em qualquer lugar, com quem quer que seja

Imagine a seguinte situação: uma menina de 16 anos, está numa festa de universitários, bebe até não saber mais quem é ou onde está. Num dado momento na noite, ela resolve gritar que quer "dar pra geral". Que venham 30, 50... Os caras em volta, ao ouvirem a proposta da menina cambaleante, o que deveriam fazer?

A. ( ) Atender ao desejo da garota, afinal, ela pediu.
B. ( ) Rir ou criticá-la sobre a atitude deplorável, deixando que se vire com a própria bebedeira e as escolhas que fez. E se acontecer alguma coisa, foi merecido
C. ( ) Ao ver um grupo se empolgar e se aproximar da garota, se adianta para tirá-la de lá, convencendo os caras que manter sexo com uma vulnerável (fora de si) é considerado estupro.
D. ( ) Antes que alguém se aproxime, pega a garota, que nitidamente está fora de si, e a ajuda, levando-a pra casa?

Parabéns se você escolheu as alternativas C ou D. Sinaliza que você é uma pessoa do bem e que não está inserida no grupo que cultiva a "cultura do estupro".
Por que fiz esta analogia? Porque tenho visto uma certa dificuldade das pessoas demonstrarem algum gesto de compaixão por uma "garota da favela" ou que "costumava frequentar a comunidade" ou que "era viciada e metida com bandidos". Talvez, pensar numa menina que usou uma droga lícita (bebida alcoólica), servida em qualquer esquina, seja mais fácil invocar o sentimento de empatia dentro de si, do que pensar nela usando drogas ilegais.
Talvez, pensar que esta menina não estava numa favela, mas numa festa de universitários, te ajude a se aproximar mais da situação.
Talvez algo assim já tenha acontecido em muitas festinhas de universitários e não seja uma exclusividade dos marginalizados. Talvez as motivações que levam um grupo de traficantes e um grupo de universitários cometerem tamanha barbárie, sejam diferentes, mas o crime é o mesmo, a maldade é a mesma.
Talvez, até num caso semelhante, ocorrido numa universidade tratem a situação como "suposto estupro".
Duvida? Então olha esta matéria de 4 de abril de 2014, publicada no site Metro:


sábado, abril 30, 2016

A mais recente calúnia petista. A vítima? Janaína Paschoal

Por Mentor Neto

Quando o PT coloca em campo o seu maquinário de redes sociais e mídia, é realmente assustador.
Depois da participação da Dra. Janaina Paschoal na Comissão do Senado, uma informação mentirosa vem sendo divulgada nas redes sociais e em diversos blogs para desqualificar seu depoimento e a origem do pedido de impeachment.

A̲ ̲M̲e̲n̲t̲i̲r̲a̲:
Um vídeo mostra a Senadora Vanessa Grazziotin do PCdoB do Amazonas, acusando a Dra. Janaina de ter recebido 45 mil reais do PSDB para produzir a peça do impeachment. Em seguida, numa leviana edição, a Dra. Janaina diz que recebeu os 45 mil reais do PSDB em maio de 2015. E o vídeo é cortado abruptamente.
Assim, a militância pretende induzir a opinião pública a acreditar que a peça do impeachment foi encomendada pelo PSDB e que a Dra. Janaina seria apenas uma testa de ferro.

A̲ ̲V̲e̲r̲d̲a̲d̲e̲:
Procurei os áudios e a transcrição deste trecho do depoimento, no site oficial do Senado.
Ali, fica clara a colcha de retalhos que compõe mais essa farsa.
Em resumo, o que aconteceu, de fato, foi o seguinte:

- O PSDB, através do Dr. Miguel Reale Junior, que pertence ao partido, decidiu buscar um parecer sobre a possível existência de base para um possível pedido de impeachment.
- O Dr. Miguel procurou a Dra. Janaina este parecer, já que trabalham juntos há mais de 20 anos.
- A Dra. Janaina informou que, como não pertence ao partido, teria que cobrar 45 mil reais, afinal, não poderia trabalhar de graça.
- Feito o parecer, Dr. Miguel e Dra. Janaina divergiram sobre o próximo passo.
- De posse do parecer, o PSDB e o Dr. Miguel Reale decidiram não entrar com o pedido de impeachment e sim com uma queixa crime ao Procurador Rodrigo Janot (esta queixa se encontra parada até hoje).
- A Dra. Janaina, por sua vez, tento tomado conhecimento de todos os fatos, decidiu procurar algum outro jurista que pudesse entrar com o pedido de impeachment junto com ela. Foi quando Helio Bicudo entrou em cena.
- O impeachment foi protocolado.
- O PSDB não foi sequer o primeiro partido a aderir ao pedido.
- Posteriormente o Dr. Miguel Reale se juntou à ação.

Na imagem, a transcrição detalhada do que resumi acima.





Se você preferir, os áudios estão aqui:

http://ncpm.me/g0oG
http://ncpm.me/g2gP
http://ncpm.me/g19s

Lula tem Habeas Corpus negado e pode ser preso a qualquer momento


Por Fabiano Jacob

Parece que o cerco está fechando para o ex-presidente Lula. Na última terça-feira, dia 26 de abril, ele teve um Habeas Corpus preventivo negado pelo STF. Esse HC pedia que ele não fosse preso por juiz de 1ª instância (juiz Sérgio Moro), enquanto a Suspensão da Nomeação de Ministro, feita por liminar acatada no STF, não fosse julgada. Como o HC foi negado e a nomeação ainda não foi decidida pelo Supremo - ou seja, está sem foro privilegiado -, Lula pode ser preso a qualquer momento
Agora, uma pergunta: para que pedir HC se há tanta certeza de sua inocência?


Clique AQUI para conferir a decisão do Supremo:

quarta-feira, abril 27, 2016

Reflexões: "Ministros da vida"


Acredito que cada um tem um dom, uma missão, um ministério nessa vida. Ministérios não são exclusividade das igrejas ou do governo. Não, não mesmo. Creio que existam os "ministérios da vida", que nada mais são do que talentos desenvolvidos em função do outro. Há muitos "ministros da vida" por aí, executando muito bem seu talento e sua missão em prol de um mundo melhor, provocando uma mudança, se não no mundo, ao menos, no universo em torno dela.
Temos pessoas selecionadas para o ministério de cuidar de animais. E fazem isso com prazer, amor e dedicação, sem esperar retorno financeiro.
Temos outras no ministério de cuidar de pessoas, voluntariamente, seja oferecendo oportunidades, seja passando conhecimento, seja cuidando do físico, da alma e até do espírito.
Temos gente por aí, cuidando na nossa fauna e do meio ambiente, numa verdadeira cruzada pela vida no planeta.
Temos aqueles, com poder de oratória e de mobilizar pessoas, à frente de movimentos que fazem a sociedade se mexer e cobrar seus direitos.
Temos gente que não gostam de aparecer, mas são capazes de provocar verdadeiras revoluções só com seus escritos.
Tem gente que ainda nem descobriu seu ministério ou está sendo preparado para ele.
O fato é que ninguém é melhor que o outro porque faz isso ou aquilo, porque escolheu esta ou aquela forma de lutar por algo. O importante é estar envolvido em algo, nem que o beneficiado com seu ato transformador seja sua família ou um alguém que foi colocado em seu caminho
Também acho que ninguém é obrigado a lutar a luta dos outros. Até pode se sentir tocado pela causa alheia e dar uma contribuição, por empatia, mas jamais por obrigação. Até porque, eu também acredito, que o grande propulsor dos "ministros da vida" é o amor e o prazer por aquilo que fazem.

sexta-feira, abril 22, 2016

Cassação? Não é pra tanto.


Vejo circulando vários abaixo-assinados por aí, pedindo cassação de Jean pra cá, cassação de Bolsonaro pra lá. Na boa? Não vejo motivo pra tanto. Erraram? Erraram, mas, apesar de um ter agido como um moleque e o outro como um sádico, mereceriam, no máximo uma "advertência na caderneta", tipo fazem nas escolas com alunos mal comportados. Cassem os fichas sujas por favor, aqueles que praticam molecagem e sadismo com o dinheiro público. Cassem aqueles que "cospem" na cara do povo diante das necessidades básicas da população, e não trabalham para que seus eleitores sejam bem representados. Cassem aqueles sádicos que embolsam a verba que deveria ir para a Saúde, mas ficam indiferentes ao tratamento desumano que as pessoas recebem em hospitais públicos do Brasil, que morrem numa fila de espera agonizando de dor.
Bolsonaro e Jean, apesar de dois idiotas, não passam disso. E são fichas limpa.

"Bela, recatada e do lar". Ou não!

Seja feliz
O que te importa o que ela diz?
Se é bela, Cinderela
Ou se está mais pra fera,
O importante é ser você
Recatada
Resgatada
Reinventada
Re-cate os cacos e vá
Seja feliz!
Seja livre pra escolher o que quer ser
Do lar
Do ler
Do bar
Não importa! 
Quem são elas pra dizerem por qual porta
Você deve entrar... ou sair?
A escolha é sua!
E se for pra desconstruir estereótipos
Joguemos todos abaixo e pisemos neles
De salto,
Rasteira
Ou pé no chão
Diga "não".
Na minha vida, mando eu.
Viva! E deixe viver.
Seja feliz!

quinta-feira, abril 21, 2016

Reflexões sobre uma criança vítima da Ditadura Militar e Comunista

Estava aqui refletindo sobre esta foto acima, que vi, hoje, circulando em alguns posts no facebook, de um menininho de 1 anos e 8 meses, Carlos Alexandre Azevedo, que, segundo relatos de seus pais, foi torturado pela Ditadura Militar, O menino, segundo uma matéria da IstoÉ, sobreviveu à passagem pelo Deops paulista, assim como seus pais. Aliás, o pai, Dermi Azevedo, é jornalista e cientista político, e a mãe, Darci Azevedo, pedagoga aposentada. Ambos ainda vivos e com uma filha adulta.
Carlos Alexandre cresceu problemático, devido à vida fugida e conturbada dos pais comunistas e autores de livros com ideologias marxistas, e se tornou uma pessoa cheia distúrbios psicológicos: depressão, fobia social, agressividade... Se matou em 2013, com uma overdose de medicamentos. Quando começou a se abrir para a vida e a socializar, foi quando a Ditadura começava a perder força e os pais se mudaram de Piracicaba para São Paulo. “(Piracicaba) Era o único lugar em que eu tinha amigos. Foi aí que me isolei de vez. Parei de estudar e me tranquei em casa", relatou o rapaz à revista IstoÉ, em janeiro de 2010.
Pois bem, seguem minhas reflexões:
Sem dúvida, alguém que é capaz de torturar uma criança de 1 ano, não poderia nem ser considerado humano. Sou mãe de 2 meninos e nem posso imaginar tal coisa. Mas, às vezes, para entendermos certas situações, é preciso fazermos o sacrifício de imaginar. E eu queria entender o porquê de tudo isso.
Pensemos: por que a tortura era (e ainda é) usada? Pra que serve esta técnica? Para obter informação. Certo? E, segundo entrevista da IstoÉ, foi o que aconteceu: “Os meus pais foram presos e eu fui usado para pressioná-los”. Carlos Alexandre, durante a entrevista, diz não se lembrar de praticamente nada, apesar dos pesadelos durante toda a infância, quando acordava gritando pela mãe, perguntando pelo barulho de trem (o Deops onde ficou localizava-se na estação da Luz). Carlos sabe apenas fragmentos da história, contada pelos pais, que evitam tocar no assunto. 
Apesar de não estar presente durante o episódio, o pai conta, baseado em relatos da babá, que o menino levou uma bofetada que fez sangrar a boca, por ter chorado assustado, quando a polícia invadiu sua casa, na zona sul de São Paulo. Teria batido a cabeça e ficado sequelado, numa outra situação em que foi jogado no chão, também numa busca da polícia em sua casa. O pai foi preso primeiro, ficou detido por 4 meses, e a mãe depois, ficando encarcerada por 40 dias, sem agressões físicas, mas muita tortura psicológica, segundo declara. O garotinho esteve, neste período, sob os cuidados dos avós. Um dia, porém, foi levado ao Deops, onde foi colocado diante dos pais e ameaçado de tortura caso o pai ou a mãe não abrissem a boca.
Foi aí que me coloquei no lugar dos pais daquela criança. Imaginei o pequenino menino assustado, chorando ou segurando o choro por medo de levar outro tapa, sendo trazido pela mão, numa estratégia sórdida e apelativa. O visualizei querendo vir me abraçar, sem poder. Me imaginei algemada e impotente, querendo pegá-lo, abraçá-lo e protegê-lo.
Pois é... Neste momento concluí: jamais poderia ser uma guerrilheira ou engajada em qualquer causa político-ideológica ao ponto de aguentar ver um filho meu sendo ameaçado e permanecer calada. Na verdade, não aguentaria ficar tanto tempo longe dele. Li, em um post, de fonte não segura, que o menino chegou a ser torturado com choques elétricos. Em nenhum momento ele ou os pais contam isso na entrevista. Talvez, o pai conte eu um livro que tem publicado. Se o garoto passou mesmo por esta crueldade, me enojo de seus algozes, mas ainda mais de seus pais que permitiram, calados, que chegassem a tal ponto, sem delatar ninguém.
Mas desconfio enormemente que tal fato é mentira. Acontecimento tão grave não passaria batido numa entrevista especial à IstoÉ. Uno isto ao fato de serem obrigados a se mudar, logo após a soltura, para uma cidade no interior de Natal, sob vigilância militar, e concluo que a simples presença do filho serviu para os militares obterem as informações que precisavam. Eu teria feito o mesmo há mais tempo. E digo isso sem medo de qualquer crítica ou julgamentos. Meu filho, certamente, viria na frente da "causa". Nenhuma ideologia política vale mais que um filho ou minha vida.
Lamento imensamente pela vida triste deste menininho e pelo fim trágico que teve. Uma vítima da Ditadura Militar? Sim, sem dúvida. Mas também uma vítima do Comunismo, sistema igualmente ditador pelo qual lutaram seus pais e o envolveram sem que ele pedisse ou soubesse do que aquilo tudo se tratava. Não teve escolha, mas foi introduzido naquele mundo fanático da "Revolução Socialista" e colheu cada fruto que não plantou.

segunda-feira, abril 18, 2016

Será que a esquerda pode apontar Bolsonaro por citar Ustra?



Não, eu não apoio Bolsonaro e nem o torturador Ustra por defender o impeachment. Quem pensa assim está com problemas para raciocinar ou com muita má fé.
Bem diferente de você, que apoia a esquerda brasileira e anda com camiseta do Che Guevara por aí. Melhor começar a estudar História por outros livros que não os do "Méqui". Se não sabia, saiba: os ídolos da sua "democrata" esquerda (Che, Pol Pot, Stálin, Mao Tsé Tung) mataram milhões em suas ditaduras comunistas. Pessoas que discordavam de suas ideologias e que não tiveram a chance de um exílio e posterior anistia ou sobreviveram a uma tortura para virar político depois ou escrever um livro.
No Brasil, durante a obscura Ditadura Militar, algumas dezenas de comunistas morreram, outras centenas foram torturados e presas e mais alguns exilados. Mas, por mais terrível que tenha sido esta parte da nossa História, tivemos sobreviventes para contar história e ir além disso. Hoje, muitos estão por Brasília desfrutando as benesses da nossa corrupta política, com nomes envolvidos em operações da PF ou, simplesmente, tirando vantagem por serem amigos desses mesmas vítimas da Ditadura Militar brasileira. Se Ustra, o carrasco, tivesse feito um curso com os ídolos da esquerda, tudo seria bem diferente hoje, não é mesmo? Mas não foi assim que aconteceu por aqui.
Por esses (Dilma, Dirceu, Genoíno, Lula...), não sinto. Sinto, sim, por aqueles artistas e intelectuais sem partido, que realmente lutaram pela democracia, que foram exilados, torturados e até mortos e que, hoje, são colocados no mesmo saco desses comunistas safados, que queriam acabar com uma ditadura para colocar outra no lugar.

quarta-feira, março 02, 2016

Yeh! "La Revolucion", my brother! Ou não.

Realmente não entendo porque a esquerda brasileira está tão eufórica com a notícia de que os Rolling Stones vão tocar de graça em Cuba. A entrada de americanos e, agora, britânicos, na ilha de Fidel só demonstra uma coisa: os ditadores socialistas deram o braço a torcer aos "porcos capitalistas" (kkkkk). "La Revolución", quem diria, aconteceu às avessas, "my brother"! Ficaram 50 anos fechados ao capitalismo e reprimindo sua gente para quê? Para concluírem que não dá pra viver na era globalizada, sem se unir economicamente às potências mundiais, principalmente os EUA. Pela primeira vez, os cubanos vão poder ter acesso à música importada (alguns outros produtos "made in" já estão disponíveis nas prateleiras das lojas por lá), sem que isto seja feito escondido, sob o risco de serem presos.
No auge do sucesso dos Stones e Beatles, a Ilha já estava sob o domínio de Fidel e de sua Ditadura Socialista, e a juventude local não podia ter acesso a nada que viesse "de fora" (e você achando que essa história de "ditadura" era exclusividade dos militares, hein!).
 Mas o fato é que, agora, a Ilha "arregou". Entregaram os pontos. E aquela imagem "herética" para os comunistas, de Che Guevara usando o chapeuzinho do Mickey, nunca traduziu tão bem o momento atual em Cuba. Não há mais como manter a ilha fechada ao desenvolvimento mundial. Capitalizar é preciso e isto está acontecendo com a aproximação dos governos cubano e americano. E, querendo ou não, um dos responsáveis por esta aproximação foi o governo petista brasileiro, nas pessoas de Lula e Dilma.
Contrariando o discurso dos militantes "vermelhos" mais radicais, o PT foi, sim, a ponte de entrada do "império americano" na "meca" do comunismo, principalmente porque não dava pra continuar sustentando financeiramente os planos de crescimento daquele país com a grana do povo brasileiro. Fizeram o que deu com nosso dim-dim: construíram o porto de Mariel e reformaram o aeroporto de Havana, deixando o lugar pronto para o desembargo comercial. Imagino que em algumas visitas dos "cumpanheiros" do Brasil, com aquela lábia que sabemos ser um perigo para qualquer um, devem ter conseguido convencer o velho ditador barbudo a ceder e permitir que o irmão, Raúl, levantasse a bandeira branca.
Mais um "muro da vergonha" veio abaixo, celebrado em show gratuito dos Stones para a cubanada toda comemorar, em inglês, a abertura cultural também, No entanto, o que os trouxas de esquerda do Brasil entenderam? Os Stones viraram socialistas. kkkkkkkk Quem sabe?  Há quem diga que a ida dos Stones à Cuba, tem a ver com a realização de um antigo sonho que inspirou a música "Sympathy For The Devil". Será? Boato! Apenas intriga da oposição. Mas é verdade pura que internautas petistas chegaram a interpretar como "um sinal" o terninho vermelho de Mick. OMG! Imagino aqui comigo o coitado planejando: "Quem sabe na próxima reunião do partido consigo um autógrafo do novo 'cumpanheiro'?" Pois é! Quem sabe na próxima reunião, começam a servir "coxinha de mortadela"? Vai ser uma mistura interessante.
E aqui vai uma declaração que exprime bem o sentimento dos cubanos: "A notícia de que os Stones irão apresentar-se em Havana significa um ato de reparação de uma injustiça histórica com os Beatles e os Stones. Minha geração os escutou quase às escondidas. Tocavam de vez em quando na rádio, pouco e mal, e não passavam na televisão.", disse o escritor Leonardo Padura. Tadinhos, esperaram tanto, é justo que seja de graça. Até porque, se não fosse, quem poderia pagar?

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

"CURA GAY" é uma invenção da imprensa comprada pelos ignorantes, prós e contra

Falta de informação leva as pessoas a se tornarem tão preconceituosas e julgadoras quanto aquelas que elas apontam.
Por que falo isso? Porque tenho absoluta certeza que a maioria daqueles que quase vomitam (sem aspas mesmo) ao ouvir o termo "cura gay", nunca nem sequer procuraram saber do que se trata.
Na verdade, NÃO EXISTE e nem nunca existiu essa tal "cura gay". Este foi um termo criado pela imprensa, de forma capciosa, para tornar o Decreto Legislativo 234, do deputado João Campos (PSDB-GO), repulsivo à opinião pública. Sabe-se que a homossexualidade não é doença (Desde 1990 a Organização Mundial da Saúde - OMS - tirou essa orientação sexual da lista de doenças), portanto, era certo que tratá-la como tal, causaria a rejeição de todos. Então, está errado oferecer ou falar em “tratamento” para algo que não é doença. Mas e AUXILIAR, de forma isenta e profissional, alguém que esteja ainda confuso com sua nova orientação, pode?
Antes de entrar no campo da Psicologia, vamos entender o que é o Decreto?
O projeto 234 sugere a MUDANÇA de um parágrafo de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe os psicólogos de colaborarem com "eventos e serviços que proponham tratamento de homossexualidades". De acordo com o deputado, do jeito que está escrita, a resolução impede o livre-exercício da profissão de psicólogo. Ou seja, o CFP estaria limitando os direitos desses profissionais, assim como o de homossexuais de procurarem um profissional para tratar questões íntimas e pessoais ou de serem ajudados por eles a chegarem ao esclarecimento de dúvidas que permeiem sua nova orientação sexual. Isto seria um problema apenas para a comunidade LGBT, pois comprovaria que não existe regra no campo sexual, que nem todos os homossexuais "nasceram" homossexuais e que existem, sim, exceções, que existem os casos motivados por: influência, questões comportamentais ou que tenham sido gerados por traumas na infância. Mas isto só seria possível após um estudo, uma análise de casos, que é exatamente o que os psicólogos estão impedidos de fazer.
Para o deputado João Campos, o Conselho “extrapolou o seu poder regulamentar”, invadindo um terreno que deveria ser do Poder Legislativo, dos deputados e senadores. Será? Talvez se a discussão tivesse ficado apenas no campo da Psicologia, tivesse tomado outro rumo, sem a intervenção de opiniões baseadas em crenças religiosas.
O Conselho Federal de Psicologia é o órgão que organiza e supervisiona as atividades de todos os psicólogos do Brasil. Para atuar nessa profissão, você precisa da autorização dele. Em 1999, o CFP publicou uma resolução que determinava e atualizava as regras da Psicologia Brasileira. Dentre elas, estava um parágrafo que proibia os psicólogos de lidarem com a homossexualidade como doença, e também de participarem de qualquer atividade que partisse do princípio de que pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo são doentes. Ao meu ver, o texto está correto. Ser gay realmente não é doença, mas pode ser um "reflexo comportamental" (MINHA opinião, sou livre pra isso. Ou não?).
Sendo assim, se alguma "mudança" fosse feita na resolução do CFP, deveria ser no acréscimo de que "o profissional não será impedido, no entanto, de analisar os casos que chegarem ao seu consultório, de forma isenta e profissional". Afinal, "analisar" ou "estudar" um caso, não significa "tratar". Ouvir alguém que não está certo de sua orientação deve servir para qualquer caso, seja um heterossexual com dúvidas sobre sua heterossexualidade ou um homossexual com dúvidas sobre sua homossexualidade. Ou será que o destino, a VIDA, de um e outro deve ser determinada por terceiros, por políticos, conselhos, ativistas ou opinião pública? Que proíbam a existência dos "tribunais da vida alheia" e não os psicólogos de exercerem sua função livremente ou de qualquer (repito: QUALQUER) pessoa de procurar a ajuda destes profissionais.
Cada um deve ser LIVRE para ser ou seguir o caminho que quiser. Portanto, seria um grande serviço da imprensa que tratassem o projeto de João Campo (que acabou sendo "comprado" pela bancada evangélica e tomando um novo rumo, totalmente equivocado) da forma correta. "Cura gay" não existe! Foi puro "veneno" dos meus coleguinhas de profissão, de gente que visa interesses próprios. Por isso denominaram assim o texto do deputado (a quem nem sequer conheço e nem defendo sobre outros aspectos de seu mandato).
O que existe é uma sugestão de maleabilizar a resolução do CFP e deixar que as pessoas decidam o que é melhor para si. Psicólogo, aliás, nem médico é. Não tem CRM e não pode prescrever medicamento (apenas o Psiquiatra pode). Ele apenas ANALISA, atua no estudo da mente humana, identificando os problemas relacionados ao comportamento.
É isso!
Agora, uma vez esclarecido o assunto, cabe a você ter a opinião que quiser sobre ele. Só não me apedrejem ou me "exonerem" da sociedade por eu não dizer "amém" ao que uma maioria decretou como a forma "certa" de pensar.

segunda-feira, novembro 23, 2015

Lama que mata


Antes que a barragem ruísse
E o Doce amargasse a lama
Eu vi um país soterrado
Tal como em Mariana

Havia gente morrendo
Em filas de hospitais
Velhinho e criança sofrendo
Maus tratos como animais

Havia a lama de Cunha.
Dilma, Lula, PT...
Que a "herança maldita" foi pinto
Na era FHC.

Teve grana na cueca
Dinheiro enviado à Cuba
Mas basta o barbudo falar
Que o eleitor burro entuba

Nem mesmo a prisão da cúpula
Condenada no Mensalão
Fez o povão entender
Que o partido só tem ladrão

É tanto decreto absurdo
Leis estranhas em pauta
Que até chego a pensar
Que a Ditadura faz falta

Já pensou se sou presa
Por expressar minha ideia
Disserem que incitei ódio
Que ofendi gente "séria"?

Deus me livre o retrocesso
De ditadura eu tô fora
Seja "comuna" ou "milico"
Melhor evitar agora.

É roubo atrás de roubo
E delação premiada
O crime da empresa Samarco
Acaba virando piada.

Só peço em oração
Como quem busca um milagre
Que na próxima eleição
Essa maldição acabe

(Monica Marinho)

quinta-feira, julho 02, 2015

Nem fazem e nem deixam que façam

Foto:Estadão
Sim, Jean, Educar é mais eficiente, mas o governo deu claras demonstrações que esta não é a prioridade em nosso país. Cortes em cima de cortes na Educação... É claro que não haverá dinheiro e nem esforços para educar quem não está interessado em ser educado. Seria preciso uma ação mais forte dentro da Câmara para exigir investimento em instituições sócio-educativas eficazes, mas não é uma bandeira que vejo esses mesmos deputados levantarem. Aliás, há uma preocupação muito maior com a causa gay do que com a causa do menor de rua. Então, é assim: se não vai ajudar, não atrapalha.
Eu realmente não creio que o texto anterior que reduzia a menor idade penal para qualquer crime, incluindo tráfico de drogas e lesão, fosse o ideal. Foi bem vetado. Mas da forma com que foi votado agora, onde jovens acima de 16 anos que cometerem crimes hediondos responderão por seus atos em juízo, está de acordo com o que a sociedade esperava e com a urgência necessária que esta pauta exigia. Tem mais de 16 anos e estuprou, sequestrou, matou? Vai preso, sim. Só não sei se o Estado terá condições de construir mais presídios, já que pela nova lei, esses jovens não podem dividir o mesmo espaço que criminosos adultos.
Sabemos dos problemas graves que o nosso sistema carcerário passa. Cadeias superlotadas, ressocialização inexistente, condições precárias de manutenção dos presos, rebeliões atrás de rebeliões, corrupção e falta de espaço para novos condenados. Este é um problema que eles terão que lidar, porque o que temos no Brasil são "depósitos de presos". As pessoas são jogadas lá e nós pagamos por este "entulhamento humano" que só servem para manter criminosos longe de nós, mas, por quanto tempo? Todos os dias os noticiários divulgam fugas, relaxamento de prisões, decretos de semi-abertos e abertos... Tudo é motivo para vagar espaço e receber novos "hóspedes". O problema é que muita gente vai pra rua pior que entrou, pois a prisão só serviu para destruir de vez o que já não era bom. Ao invés de aproveitarem o tempo estudando, se profissionalizando, produzindo ou trabalhando em algo útil para a comunidade, passam os dias ociosos. É claro que num ambiente infernal, ninguém é ressocializado ou bem utilizado. Se violência gera violência, inferno gera o que? Pois bem, é nisso que serão transformados esses jovens também, caso o Estado não pare de olhar pra cima e assoviar, fingindo que o problema não existe.
A sociedade não pode conviver com psicopatas e criminosos cruéis, que ameaçam nossas vidas diariamente; mas também não pode continuar financiando "fábricas do capeta". Ou garantem que eles nunca mais sairão de lá ou garantem que quando saírem não significarão mais um perigoso para as pessoas. Se virem e resolvam porque não estamos aqui pagando parlamentar pra ficar defendendo projetos inúteis e fazendo palhaçada no Congresso. Há problemas muuuito mais sérios a serem tratados nesta casa. Educação e Sistema Carcerário são 2 deles.

terça-feira, março 17, 2015

Pitty causa polêmica e gera interpretações erradas sobre seu tweet

Algumas mídias "chapa branca", como o Pragmatismo Político, por exemplo,estão usando um tweet da cantora Pitty para dizer que ela está a favor do PT ou que ela foi contra os protestos de domingo. Puro erro de interpretação de texto. Pitty escreveu o seguinte: 
“Pressionar qualquer governo por melhorias sim, marchar ao lado de extremistas de direita, fanáticos religiosos e saudosos da ditadura JAMÉ (sic)”
Vamos lá galera boa em Português, o que vocês entendem disso? Eu entendi que ela é a favor que a população pressione o governo, SIM, MAS não participaria por conta da presença de extremistas de direita que pedem "intervenção militar" (isto, pra ela, remete ao retorno da ditadura) e de "fanáticos" (sic) religiosos (sabemos que líderes evangélicos e católicos convocaram seus fiéis para o protesto). E PONTO.
Daí a entenderem que ela é contra o impeachment de Dilma, que ela é petista ou apoia o governo está longe pra-ca-ram-ba. O pior é que justamente a galera maluca que ela tanto queria distância, viu o tal tweet e encheu sua conta de insultos e xingamentos. Queira ou não, parece que a cantora tinha algumas "personas non gratas" como fãs a seguindo naquela rede social. Muito chato isso! Digo a ela o mesmo que disse a um repórter, durante a manifestação, que entrevistava uma senhora que pedia "Intervenção Militar": "O pensamento dela não representa o da maioria! Ouça outros manifestantes."
As pessoas precisam aprender a "trocar ideia" ao invés de sair invadindo a conta ou posts alheios para destilar seu ódio e intransigência. Cada um pensa o que quer e, se não concorda, peguntar "por que?" já é um começo de diálogo saudável.
Eu, por exemplo, não sou a favor que peçam Intervenção Militar (apesar de entender bem a diferença de "intervenção" e "ditadura"). Também peço a Deus que o Brasil nunca mais conheça na prática o que é uma Ditadura. Necessito de liberdade de expressão e nem sei como seria se isso me fosse tirado, seja por uma Ditadura Militar ou Comunista. No entanto, sei, também, que este governo está atingindo a TODOS os brasileiros, independente de lado, partido, religião, raça, classe, orientação sexual... enfim. A manifestação estava aberta a TODOS que quisessem expressar sua insatisfação e indignação com esta desmoralização política e crise econômica que aí está. Justamente por não aprovar ditaduras, censuras, que me prestei a "marchar" ao lado de esquerdistas arrependidos, centro-direitas, direitas, extremo-direita e que nem sabe pra que lado ir. Ali cada um expôs sua opinião e, concordando ou não, respeitei e me uni APENAS no que tínhamos em comum: pressionar o governo, o Legislativo e o Judiciário. Acho que Pitty perdeu a chance de mostrar, na prática, o respeito que diz ter às diferenças.
‪#‎SóAcho‬

segunda-feira, novembro 10, 2014

Os novos "donos da rua"


Os "esquerdinhas" estão tontos com o novo cenário político que se forma no Brasil. Não conseguem entender ou se situar. Eles, que não são mais o que foram, tentam manter intacto um passado que não volta mais. Uma tentativa frustrada, na verdade, de continuarem se apresentando como os "revolucionários socialistas", os "rebeldes" ou os "inconformados com o sistema vigente". A eles pertencia o direito de ir às ruas e protestar. Era quase uma exclusividade.
Mas o país mudou, tomou um novo rumo, uma nova cara. Após 12 anos (e mais 4 à frente, após o resultado acirrado nas últimas eleições) com seus representantes no poder e sem mostrarem muito a que vieram - ou melhor, mostrando que vieram para uma finalidade oposta à esperada - , os militantes, que sempre souberam o seu lugar - "à esquerda" -, parecem agora estar passando por uma crise de identidade, meio perdidos na "geografia política". Ainda assim, com esta situação configurada e tão visível a quem está atento às transformações nos setor, velhos e novos socialistas insistem em manter o status "na marra".
Fazem de tudo para deixar as coisas como sempre foram e cada qual em seu lugar: "Direita, volver! Esquerda, volver!" Algo muito paradoxal para quem se diz "revolucionário". Lançam mão de veículos midiáticos, capricham nos artigos e encomendam matérias. A ideia é manterem vivos os conceitos que, por décadas, definiram quem é quem. O que eles não contavam, no entanto, é que no meio do caminho surgissem novos grupos capazes de agregar características de ambos os lados. Trata-se de uma geração muito insatisfeita com o "status quo" político e social. Essa galera percebeu que não se adequa às velhas propostas socialistas da esquerda e nem gostaria de retornar ao modelo de direita que se mostrou pouco eficaz, principalmente na área social.

"Fazem de tudo para deixar as coisas como sempre foram e cada qual em seu lugar: "Direita, volver! Esquerda, volver!" Algo muito paradoxal para quem se diz 'revolucionário'"

No entanto, o que realmente funcionou como "menthos" na geração "coca-cola", foi um problema latente, que já existia em governos passados, mas parece ter ganhado uma versão atualizada e turbinada no governo atual: a corrupção. Esta, que tem levado bilhões dos cofres públicos e obrigado o brasileiro a tirar cada vez mais dinheiro do bolso em forma de taxas e impostos para repor os desvios. Em contrapartida, quanto mais se paga, mais se vê serviços públicos declinarem na qualidade e na eficiência. Nunca se viu a saúde tão caótica, a segurança tão precária e tão pouco investimento em educação. Apesar da grande propaganda que se faz em torno da atenção que se dá aos pobre, os últimos registros do IBGE apresentam crescimento na miséria nos últimos anos. Vivemos um momento de crise hídrica e, consequentemente, energética que, pode ter base no desmatamento desenfreado da Amazônia e na falha no reflorestamento da região sudeste.
Tantas insatisfações, que vinham se manifestando nas redes sociais há algum tempo, acabaram ganhando forma, saindo da rede e tomando as ruas, em junho de 2013, graças às manifestações do Movimento Passe Livre, que brigava contra o aumento de R$ 0,20 no transporte púbico. O fato é que este protesto foi apenas o estopim para um mega movimento que foi além dos R$ 0,20 e chegou lá na porta da presidente Dilma e do Congresso, metendo o pé com força total. A "esquerda", neste momento, ficou em choque. Era como se tivessem invadido seu território e roubado suas ideias. Por pouco não pediram indenização por "direitos autorais". Quem eram aqueles, afinal, que ousavam se meter num campo que era exclusividade deles? Era gente de todo tipo, de todas as partes, reclamando de tudo, mas inflamados, principalmente por internautas. Isso mesmo. Como bem diz a letra da música de Thiago Corrêa, essa turma "saiu do facebook pra mostrar como se faz/ E é tanta coisa que não cabe no cartaz..." (clipe que ilustra este texto)
A indignação da esquerda foi tanta, que convocaram seus militantes para dar um aviso aos "intrometidos". Chegaram como se fossem os "donos da rua", com bandeiras vermelhas em punho, com seus símbolos, siglas e frases feitas. Pareciam querer liderar o que consideravam sem liderança, organizar e direcionar o que achavam estar à mercê de ninguém. Na verdade, a mensagem deles embutida era: "Vamos te ensinar como se faz!". Mas tamanha arrogância foi surpreendida, primeiro por eles mesmos, já que a quantidade pífia de "vermelhinhos reaças" ante à multidão de cidadãos insatisfeitos nem chegou a fazer ruído. Depois, pelo "gigante acéfalo", que praticamente os expulsou das manifestações, chutando-os de volta aos seus mandantes, com o seguinte recado impresso, aos gritos, em suas testas: "É SEM PARTIDO!" Bandeiras do PT chegaram a ser queimadas, numa demonstração clara de que não eram bem-vindos. De que eles, na verdade, eram uma parte maior do problema, um dos grandes motivos daquele levante popular.

"Era como se tivessem invadido seu território e roubado suas ideias. Por um pouco não pediram 'indenização por direitos autorais'. Quem eram aqueles, afinal, que ousavam se meter num campo que era exclusividade deles?"

E agora? Como colocar esta gente em seu devido lugar? Desconstruir, descaracterizar, ridicularizar... Só para início de conversa. Como a propagando é a alma do negócio, e como não é a toa que o governo paga milhões a grandes empresas de publicidade e outros tantos milhões em propagandas governamentais em grandes veículos de notícia para cuidar "das coisas", tratou de pressionar essa galera tão bem remunerada. Surgiram, então, os termos pejorativos: "coxinha" e "elite mortadela". Ressuscitaram, também, velhos termos: "reaças" (contração de reacionários), "burgueses", "playboys" e "direita neoliberal". Para surpresa dos revoltados esquerdinhas, para cada neologismo ofensivo, surgia um similar no contra-ataque: "esquerda caviar" e "petralha", além dos antigos  "comunas" (abreviação de "comunistas") e "vermelhinhos".
É claro que, nesta briga, quem saiu ganhando foi a direita, que na confortável posição de "oposicionistas" (inertes, até então), pegou carona na onda da "turma de junho". Por conta desta adesão, a picuinha se tornou ainda mais acirrada, culminando nas eleições de 2014, que dividiu o Brasil em 2: Petistas e Anti-Petistas. Do lado dos anti-petistas, permanecia aquela turma mista, formada há 1 ano atrás. Mais da metade da população (68%) se mostrou contra o governo atual: ou votando no partido da oposição, deixando na urna o voto em branco ou nulo ou, simplesmente, se abstendo. Mas até os que se decidiram por manter tudo como está, se dividiram: militantes convictos, que votaram por ideologia, de um lado; partidários que lucram de alguma forma com a manutenção do governo atual de outro; e os que temiam - devido aos boatos plantados pelo PT -, o fim de programas sociais que alcançam milhões de brasileiros das classes C, D e E, espremidos no meio.
O PT ganhou (com 51,3% dos votos) mais 4 anos no poder, totalizando 16 anos no comando do país. Mas a população e a política não saíram desta "guerra" da forma que entraram. Conceitos começaram a ser revistos e até o velho termo "reaça" tão usado contra os "de direita", nunca se encaixou tão bem nos de "esquerda" (reacionário = indivíduos que defendem uma manutenção do "status quo" político e societal quando propostas de mudança ou tentativas de revoluções são iniciadas).
Mais uma vez a "geração facebook" foi ás ruas após as eleições, para o ato #ForaDilma ou #ImpeachmentJá - desta vez inflamados pela direita -, onde protestaram contra as várias denúncias de fraude que não receberam a devida atenção da justiça e da mídia; contra os casos de corrupção (Correios e Petrobrás) que envolvem o partido da presidente e a própria, e que periga terminar em "pizza"; e contra projetos "bolivarianos" que tramitam no Congresso e que recebem pressões internas e externas da esquerda para passarem. Um pequeno grupo, que não ultrapassava 30 pessoas, numa multidão de cerca de 5 mil, chegarou a pedir "intervenção militar". E, apesar da pouca expressão e de não representar o todo, a mesma mídia que ajudou na reeleição de Dilma, tratou de tornar esta reivindicação o ponto forte do movimento. É claro que, sendo o pedido o mais antipopular de todos, por remeter à Ditadura Militar,é o melhor candidato a ilustrar o grupo anti-petista. Será que conseguirão imprimir esta marca nos atos #ForaDilma, assim como viram a palavra "corrupção" se tornar o carimbo do Partido dos Trabalhadores?

"Conceitos começaram a ser revistos e até o velho termo 'reaça' tão usado contra os 'de direita', nunca se encaixou tão bem nos de 'esquerda'"

A esquerda já se deu conta de que sua imagem e sua posição não são mais as mesmas. "Estar na oposição" e "estar no poder", são situações bem diferentes e que deram um novo rumo a essa história. As coisas mudaram e estamos vendo renascer uma nova oposição, que não partiu da direita, mas foi influenciada pela esquerda e atiçada por uma ex-esquerda descontente, que despertou neoliberais e socialistas, que mesclou interesses, que desconstruiu conceitos e fez surgir outros novos. Toda esta revolução está fazendo a sociedade pensar, refletir, se informar. A manipulação continua sendo a principal arma contra as massas, ainda eficaz e letal. Mas é na rede que estão os "gatilhos de reflexão". Mais do que nunca precisamos da inclusão digital da classe pobre, a mais vulnerável nesta guerra ideológica. Foi por causa da internet que vimos milhões de "técnicos de futebol" se transformarem em milhões de "analistas políticos". E isto foi um grande passo.
A população continua de olho. Críticos de novela da Globo, estão percebendo que há outras novelas que precisam ser acompanhadas e, cujos finais, dependerão muito de cada um deles.

segunda-feira, junho 23, 2014

Dicas jurídicas para estrangeiros durante a Copa no Brasil



A Copa está aí e o Brasil está recebendo visitantes de várias partes do mundo. Infelizmente, nem só de futebol e passeios vivem os turistas. Sempre aparecem casos que vão acabar na delegacia ou então ficam sem solução pela falta de informação das leis que regem nosso país, sejam elas cíveis, criminais, de defesa do consumidor, de imigração e vistos, enfim. O advogado especialista no assunto, Dr. J. Haroldo dos Anjos, responde a algumas questões jurídicas aos estrangeiros, que forem vítimas de golpes, acidentes, cometam crimes ou se envolvam em confusões durante a Copa do Mundo.

Seguem, abaixo, algumas dicas:

1) Se algum estrangeiro quiser participar de um dos vários protestos que estão sendo realizados no Brasil e acabe se envolvendo em confusão, quebra-quebra ou vandalismo, ele é passível de expulsão? Como esta pessoa deve proceder? 
No Brasil a legislação proíbe o estrangeiro de participar de atividade de natureza política e partidária, inclusive organizar passeatas, comícios e reuniões de qualquer natureza, ou deles participar sob a forma de adesão em movimentos sociais ou partidos políticos. Se não cometer nenhum delito pode ser deportado, mas em casos de atos criminosos, desrespeito às leis do estrangeiro ou que atentam contra os interesses nacionais podem ser expulsos por decreto do Presidente da República.

2) Caso um turista venha ao Brasil e resolva ficar, não se retirando do território nacional no prazo estipulado, o que acontece com ele? 
A validade do visto de turismo é pelo prazo de 90 (noventa) dias, contados da data de sua concessão, podendo ser prorrogado uma única vez e por igual período antes de expiração do prazo de validade, sem qualquer burocracia. No caso de permanência ilegal no território nacional com visto vencido, o estrangeiro será deportado. É bom lembrar que pela Lei da Copa, os representantes da imprensa e o pessoal da FIFA envolvido diretamente ou que trabalham no evento, terão o prazo de validade do visto até 31 de dezembro de 2014, mas os espectadores estrangeiros que vieram apenas para assistir os jogos, sem qualquer envolvimento oficial com o evento da Copa do Mundo, terão o visto de até 90 (noventa) dias improrrogáveis e podem ser deportados após esse prazo..

3) Eis uma situação muito comum no Brasil, mas que pode ser um transtorno para o turista de outro país: perder ou ter seu passaporte e demais documentos roubados. O que fazer? 
No Brasil o documento do estrangeiro é o seu passaporte, onde fica registrado sua entrada regular no país. Se perder os documentos ou for roubado, o estrangeiro deve comunicar o fato em qualquer delegacia, ou se preferir na Delegacia de Turistas. Logo em seguida, ele deve fazer contato com o consulado do seu país de origem para tomar as providências necessárias e regularizar sua situação até a saída do País.

4) O que acontece com um estrangeiro desavisado que for pego usando algum tipo de droga que é liberada em seu país de origem?
Ele será preso e processado por uso ou tráfico de drogas mesmo que seja liberada em seu país de origem. Se for condenado, cumpre a pena imposta no Brasil e depois será expulso do país. A expulsão de estrangeiro do Brasil é prevista como punição para quem comete crimes no território brasileiro. O delito mais comum, segundo a Polícia Federal (PF), é o tráfico de drogas e de falsificação de documentos.

5) Que conselho o senhor dá para “gringos” que forem vítimas de golpes do tipo: alugaram, para a temporada da Copa, um imóvel que não existe ou não tem nada a ver com a propaganda feita pelo site? Ou ainda: compraram ingressos clonado ou falsificados. Há como recorrer aos direitos do consumidor, mesmo não sendo cidadão brasileiro? 
Qualquer estrangeiro tem o mesmo direito de proteção legal assegurado aos brasileiros, vedado qualquer discriminação nesse sentido. No caso de vítimas de golpes, e não vai ser pouco, a primeira providência é recorrer a uma delegacia. Por dificuldade do idioma, melhor se dirigir à Delegacia de Turistas, fazer uma ocorrência e procurar um advogado para providências.

6) Se um estrangeiro é vítima de um homicídio, o que a família pode fazer para reivindicar direitos e cobrar por danos, como indenização?
A família deve comunicar o homicídio ao consulado do país de origem ou contratar um advogado para tomar providências, reivindicar seus direitos e cobrar uma indenização por danos morais e materiais, até o período de vida ou sobrevida da vítima, segunda a Tabela do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística.

7) Caso o estrangeiro seja vítima de algum tumulto durante os jogos e se acidente, como ele deve proceder para ter a indenização pelos gastos com o tratamento?
Se o acidente ocorrer em algum estádio da Copa do Mundo, pela Lei nº 12.663, de 05 de junho de 2012, a União será responsável por todo e qualquer incidente ou acidente de segurança relacionado aos eventos, exceto se a FIFA ou a vítima tenham concorrido para ocorrência do dano. A Fédération Internationale de Football Association (FIFA): é uma associação suíça de direito privado, mas atua com certa soberania durante os eventos da Copa, e assim, estrangeiro ou brasileiro vítima de algum tumulto, incidente ou acidente com danos, podem acionar diretamente a FIFA e a União nos Juizados Especiais ou a Justiça Federal que estarão de plantão durante os jogos da Copa.

8) Se o estrangeiro perceber que teve seus serviços superfaturados durante a hospedagem e se sentir lesado, como pode processar o estabelecimento à distância?

Nesse caso, ele precisa de um representante legal, no Brasil, para agir em seu nome com uma procuração pública em cartório, ou contrata logo um advogado que tem poderes para representá-lo em qualquer juízo ou tribunal no país, deixando uma procuração e cópias de todos os documentos relacionados com o caso.